Cortes curtos: não há desculpas que resistam ao desafio

 

 

Apesar de ser um processo comum para algumas mulheres, cortar o cabelo é apenas uma miragem de tantas outras. Neste segundo grupo procuram-se os incentivos certos para dar o passo que falta, mas também se enumeram desculpas esfarrapadas para adiar a decisão. Admita, se pensou no assunto, quantas vezes usou frases como “não tenho cara para cabelos curtos”, ou “não me consigo imaginar com tão pouco cabelo”, só para atrasar a decisão?

 

A verdade é que, na maior parte dos casos, falta coragem. Mesmo que esta tenha sido a sua promessa de ano novo. Afinal, depois de tantas horas dedicadas ao cabelo, é normal que se desenvolva uma relação quase emocional com o mesmo.

 

Mas nem isso é razão para se manter presa ao seu look atual.

 

Precisa de ajuda para tomar uma decisão? Então vamos a isso:

 

01. Considere o rosto

 

Uma das primeiras coisas a reter é que a estrutura facial importa. Dado que os cabelos curtos expõem as linhas do maxilar de forma mais distinta, é essencial estudar e considerar os vários penteados à sua disposição para que possa escolher o estilo certo para as suas características.

 

 

 

 

Fazer encaixar o seu tipo de rosto no penteado certo não é um preciosismo. É a diferença entre sentir-se realizada e confiante, ou estranha e insegura. E se esta é a primeira vez que vai adotar um corte mais radical, ainda mais relevante se torna este passo. É que a solução para um penteado curto que não ficou como gostava, é esperar que o cabelo cresça. E nos meses de pouco sol, isso pode demorar um bocadinho mais do que o normal.

 

02. Praticamente falando

 

Para além do aspeto, há que avaliar se o penteado é prático; se condiz com o seu dia-a-dia e com a sua profissão.

 

 

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Se tem pouco tempo para dedicar a si própria quando acorda, talvez seja mais adequado escolher um penteado que exija pouca manutenção. No entanto, o trabalho pode obrigá-la a mais aprumo, e isso pode indicá-la no sentido oposto, onde vivem os arranjos mais complexos e vistosos. No final do dia, é uma questão de gerir o risco que acarreta a sua escolha e de se prevenir contra potenciais frustrações.

 

03. Uma questão de tempo

 

Se mesmo depois de pesar os prós e os contras continua reticente com a mudança, talvez seja boa ideia considerar o timing do corte.

 

Quando pensamos em transformação, pensamos automaticamente nos medos que estão associados a essa transição. É normal que se pergunte se vai sentir-se confortável ou, pelo menos, imagine como é que vão os outros olhar para si quando se apresentar com um corte radicalmente diferente do habitual.

 

 

 

 

Para se poupar às inseguranças, pode aproveitar as férias para dar uma reviravolta no cabelo. E se for no verão, quando o tempo aquecer e der jeito adotar um corte mais fresco, melhor. Quando sentir a brisa do mar no pescoço, vai perceber o amor que muitas mulheres nutrem pelos cabelos mais curtos.

 

04. Confie no infinito catálogo virtual

 

Inspire-se. Uma dica transversal a todas as mudanças a que se propõe e igualmente infalível em todas elas. Nestas alturas, só temos de agradecer à sorte por existirmos numa altura em que a internet não nos deixa ficar sem ideias. Utilize o Instagram e o Pinterest para pesquisar cortes curtos e influencers que partilhem da sua estrutura facial para ter uma ideia de como vai ficar depois do corte. As imagens certas podem fazer todas as suas inseguranças desaparecerem num instante.

 

 

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05. Devagar, devagarinho

 

Em vez de cortar tudo de uma só vez, pode sempre optar por fazer uma transformação mais gradual. É uma estratégia que pode ajudá-la a adaptar-se à ideia e à sua nova imagem.

 

Marque encontro com o hairstylist, corte apenas alguns centímetros e, quando se sentir segura com a sua imagem, volte a arriscar na tesoura. Desta forma vai ter de ir mais vezes ao salão, é certo, mas pode sempre parar quando se sentir satisfeita com o resultado. Assim não há espaço para arrependimentos.

 

 

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Embora seja um cliché, convém reforçar a ideia: o cabelo volta a crescer. Se decidir atirar-se de cabeça e não gostar do resultado, mentalize-se que é temporário. A mudança é um desafio excitante que pode dar-lhe uma nova perspetiva sobre si própria, ajudá-la a recuperar parte da sua auto-estima ou reafirmar a sua identidade e o controlo que tem sobre o seu próprio corpo.